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Sínodo dos Bispos: «A Igreja existe para evangelizar»
8 de Outubro de 2012

Bento XVI inaugurou no domingo, 7 de Outubro, a «13ª assembleia-geral ordinária do Sínodo dos Bispos», no Vaticano, declarando que «a igreja existe para evangelizar».

 

A declaração do Papa relaciona-se directamente com o tema do encontro «A Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã», que «responde a uma orientação programática para a vida da Igreja, de todos os seus membros, das famílias, comunidades, e das suas instituições».

 

«Tal perspectiva se reforça pela coincidência com o início do Ano da Fé, que terá lugar na próxima quinta-feira, dia 11 de outubro, no 50º aniversário da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II», acrescentou.

 

O Santo Padre salientou de seguida o «renovado dinamismo» da atividade evangelizadora da Igreja em determinados períodos da história.

 

«Basta pensar na evangelização dos povos anglo-saxões e eslavos, ou na transmissão do Evangelho no continente americano, e, em seguida, nos distintos períodos missionários junto dos povos da África, Ásia e Oceânia», explicou.

 

Segundo o Santo Padre «tal renovado dinamismo de evangelização produz uma influência benéfica sobre os dois “ramos” concretos que desenvolvem a partir dela, ou seja, por um lado, a “missio ad gentes”, isto é, a proclamação do Evangelho para aqueles que ainda não conhecem a Jesus Cristo e a Sua mensagem de salvação»; e, por outro lado, «a nova evangelização, destinada principalmente às pessoas que, embora batizadas, se distanciaram da Igreja e vivem sem levar em conta prática cristã».

 

«A Assembleia sinodal que se abre hoje é dedicada a essa nova evangelização, para ajudar essas pessoas a terem um novo encontro com o Senhor, o único que dá sentido profundo e paz para a existência; para favorecer a redescoberta da fé, a fonte de graça que traz alegria e esperança na vida pessoal, familiar e social. Obviamente, esta orientação particular não deve diminuir nem o impulso missionário, em sentido próprio, nem as atividades ordinárias de evangelização nas nossas comunidades cristãs. Na verdade, são os três aspectos da única realidade de evangelização e completam e se fecundam mutuamente», referiu.

 

O Papa admitiu que o «pecado, pessoal e comunitário» de muitos cristãos se apresenta como «grande obstáculo para a evangelização», falando também numa «clara correspondência entre a crise da fé e a crise do matrimónio».

 

«A união do homem e da mulher, o ser “uma só carne” na caridade, no amor fecundo e indissolúvel, é um sinal que fala de Deus com força, com uma eloquência que hoje se torna ainda maior porque, infelizmente, por diversas razões, o matrimónio está a passar por uma profunda crise, precisamente nas regiões de antiga tradição cristã», precisou.

 

Este Sínodo dos Bispos, que se vai prolongar até ao próximo dia 28, conta com a maior presença de participantes na história destes eventos: 262 cardeais, arcebispos e bispos, a que se juntam peritos e outros convidados, incluindo representantes de outras 15 Igrejas cristãs.



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