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Timor-Leste: O desafio das seitas, no horizonte da nova evangelização
11 de Setembro de 2012

A mensagem final dos bispos lusófonos reunidos em encontro no Timor-Leste assinala a necessidade de «transmitir melhor a boa nova de Cristo» para superar o «obstáculo dos novos movimentos religiosos (seitas)».

 

O encontro que se realizou de em Díli, de 6 a 10 de Setembro, teve como tema principal de reflexão «O desafio das seitas, no horizonte da nova evangelização».

 

De acordo com os bispos, «sendo naturalmente um obstáculo, julgamos que se devem encarar como um desafio a transmitirmos melhor a boa nova de Cristo».

 

Nesse sentido, os bispos destacam alguns pontos comuns no que diz respeito ao desafio das seitas:

 

– Notamos que a sua incidência recai mais entre católicos cuja fé não assenta sobre um encontro pessoal com Cristo e o seu corpo eclesial, nem se traduziu numa verdadeira iniciação à vida em Cristo.

 

– Constatamos também que os católicos mais sensíveis às novas propostas religiosas são os que se sentem mais sós e indefesos perante os problemas que a vida lhes levanta.

 

– Assim, requer-se da nossa parte mais clareza na apresentação da fé e da moral cristãs e mais insistência numa iniciação cristã propriamente dita.

 

– Requeremse também comunidades mais convivenciais, com relações próximas de fraternidade, atentas a cada um dos seus membros, sobretudo aos que, de algum modo, mais sofrem.

 

– Importa promover iniciativas de formação aos diversos níveis, pois a ignorância é porta para todos os erros. É preciso preparar os cristãos para que estejam «sempre dispostos a dar a razão da vossa esperança… com mansidão e respeito» (1 Pe 3, 1516).

 

– O «Ano da Fé» que, a convite do Papa Bento XVI, iniciaremos dentro de um mês, deve ser aproveitado para crescer na fé, pessoal e comunitariamente, e no testemunho que dela importa dar, como profunda e feliz realização humana.

 

Os sacerdotes reunidos em Díli abordaram ainda o tema do desenvolvimento sustentável, na continuação de uma recomendação da Aliança Internacional de Agências Católicas de Desenvolvimento (CIDSE), aderindo à sua mensagem dirigida à Conferência internacional, recentemente organizada pela ONU no Rio de Janeiro (Rio+20).

 

«Incentivamos em especial as comunidades católicas lusófonas a uma participação ativa neste processo, como agentes de mudança e de inspiração de um desenvolvimento com rosto humano no seio das sociedades civis que integram, sendo sal e luz de comunidades mais justas e de um mundo mais sustentável. Apelamos também aos líderes políticos mundiais, de um modo especial aos governantes dos nossos países, a fim de que assumam com coragem o trabalho de casa deixado pela Cimeira do Rio. Exortamos todas as pessoas de boa vontade a agirem a favor de um mundo mais justo, na defesa do bem comum e da dignidade humana, em que os pobres sejam uma prioridade», escrevem.

 

A mensagem completa pode ser lida no site da «Fundação Fé e Cooperação».



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