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Quénia: Conflitos pela água se alastram
14 de Setembro de 2012

A escassez de água desata guerras interétnicas que continuam a ceifar vidas no Quénia. No distrito do Rio Tana já morreram mais de 100 pessoas. Houve 22 mortes também em Mandera e por conta do mesmo tipo de violência, mais de 1500 pessoas foram obrigadas a fugir da aldeia de El Golicha, perto da fronteira com a Somália.

 

Recentemente, as Igrejas cristãs lançaram um apelo ao governo do Quénia para que garanta a segurança no distrito de Tana River, tomado por violentos confrontos entre pastores e agricultores.

 

De acordo com o «Conselho Nacional das Igrejas do Quénia» (NCCK) e a «Aliança Evangélica do Quénia» (EAK), além de perseguir os responsáveis pelos crimes e de reforçar as medidas de segurança da região, o governo deve enfrentar as causas profundas da violência e delimitar com clareza a fronteira entre o rio Tana e a área contestada de Garissa, e resolver o problema da água no centro da crise.

 

Se nada for feito para educar as comunidades sobre como conservar os valiosos recursos hídricos, a situação se agravará ainda mais, alertam ambientalistas e especialistas governamentais.



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