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Quénia: Igrejas pedem que governo garanta a segurança
14 de Setembro de 2012

As Igrejas cristãs lançaram um apelo ao governo do Quénia para que garanta a segurança no distrito de Tana River, tomado por violentos confrontos entre pastores e agricultores.

 

As últimas violências remontam a 10 de setembro, quando durante uma represália de uma comunidade local contra outra, foram mortas 38 pessoas, entre as quais nove policiais. Com este ataque, são 111 as pessoas mortas em decorrência dos confrontos entre as comunidades Pokomo e Orma.

 

De acordo com a agência católica CISA de Nairobi, numa declaração conjunta intitulada «O governo governe», o Conselho Nacional das Igrejas do Quénia (NCCK) e a Aliança Evangélica do Quénia (EAK) afirmam: «Como parte da comunidade cristã no Quénia, estamos perturbados com o facto de que os quenianos são impunemente mortos e propriedades e gado sejam saqueados. É para nós realmente incompreensível que mais de 100 quenianos tenham sido mortos no distrito de Tana River nas últimas três semanas e o governo não seja capaz, ou mesmo não esteja determinado, a restabelecer a segurança», afirma a declaração.

 

Além de pedir para perseguir os responsáveis pelos crimes e de reforçar as medidas de segurança da região, os líderes cristãos convidam o governo a enfrentar as causas profundas da violência, como por exemplo, delimitar com clareza a fronteira entre o rio Tana e a área contestada de Garissa, e resolver o problema da água no centro da crise, garantindo aos pastores o acesso ao rio para o seu gado.

 

A declaração adverte, por fim, que se o conflito nesta região não for resolvido, se criará um perigoso modelo para outras regiões do país onde existem problemas latentes, incitando as populações a fazerem justiça com as próprias mãos.



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