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China: Bispo desafia Governo e é colocado em prisão domiciliária
17 de Julho de 2012

Num gesto raro, Thaddeus Ma Daqin foi escolhido para preencher uma vaga como bispo-auxiliar de Shangai com o apoio tanto do Governo como da Santa Sé. Mas logo a seguir à sua ordenação o novo bispo chocou os presentes ao anunciar que iria abandonar imediatamente a sua filiação na Associação Patriótica, que coordena a Igreja Católica na China em obediência ao Governo e contra a vontade da Santa Sé.

 

A Igreja Católica chinesa está actualmente dividida entre aqueles que aceitam a autoridade da Associação Patriótica e os que a recusam e se mantém fiéis unicamente à Santa Sé e ao Papa. A China rejeita o direito do Papa escolher os bispos chineses, alegando que se trata de ingerência na política interna do país.

 

Nalguns casos é possível chegar a um consenso e seleccionar um membro da Associação que seja considerado aceitável por Roma, noutros casos os bispos e padres ordenados com autorização da Associação Patriótica procuram a aprovação secreta de Roma e há ainda casos, como o que ocorreu na passada sexta-feira, em que Pequim manda ordenar candidatos que não são aceites por Roma.

 

Os bispos ordenados sem autorização do Papa são considerados ilegítimos, embora a validade das suas ordens não seja posta em causa.

 

Thaddeus Ma Daqin parecia assim ser um caso raro de consenso, bem-vindo para o Governo, sobretudo porque na véspera tinha ocorrido a ordenação que o Vaticano considerou ilícita do bispo Joseph Yue Fusheng para a diocese de Harbin. Para além de consequências pessoais, o gesto de Daqin afecta negativamente as relações entre o Vaticano e a China, apesar de ter enviado uma forte mensagem de fidelidade ao Papa para o resto do clero e dos fiéis da sua diocese. Quando fez a sua declaração várias pessoas na catedral aplaudiram.

 

Informações da «Rádio Renascença».



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