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Nigéria: A crise se deve a falta de justiça
12 de Julho de 2012

Para o «Conselho Mundial de Igrejas» e o «Instituto Real Aal-Bayt» para estudos islâmicos, a principal causa dos violentos conflitos na Nigéria é a falta de justiça. A declaração foi feita em forma de um estudo, elaborado após a visita de uma delegação aos Estados de Plateau e Kaduma, no centro e no norte do país.

 

Desde 2009, e de forma intensa no último ano, o norte da Nigéria tem sido cenário de violentos ataques perpetrados pelo grupo fundamentalista islâmico Boko Haram, que afirma lutar pela introdução da lei islâmica em todo o país.

 

«Por trás da crise na Nigéria estão fatores religiosos, políticos, económicos, étnicos, sociais e jurídicos», refere o documento que dedica grande espaço a grande diferença em termos de oportunidades de emprego, educação e saúde que existe entre o sul, rico em petróleo e com a maioria dos habitantes cristãos, e o norte, pobre em recursos e com maioria muçulmana.

 

O estudo assinala ainda a discriminação entre «nativos» e «imigrantes», que privilegia os primeiros frente aos outros no acesso a escolas, tratamentos médicos gratuitos, no direito a terra e acesso ao trabalho: «No Estado de Plateau, os grupos de imigrantes estão no território há mais de um século, muito antes da independência da Nigéria em 1960. Mas eles ainda são chamados de imigrantes porque os nativos querem monopolizar os benefícios e oportunidades disponíveis», refere o documento.

 

A delegação que elaborou o relatório foi chefiada pelo Secretário-Geral do Conselho Mundial de Igrejas, o Rev. Olaf Fykse Tveit, e pelo Príncipe da Jordânia e presidente do Instituto Real para Estudos Islâmicos, Ghazi bin Muhammad.

 

Com informações de «Mundo Negro Digital».



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