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Portugal: Católicos pedem maior controlo sobre armas
29 de Junho de 2012

O movimento Pax Christi e o Observatório Permanente de Armas, da Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP) escreveram ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, pedindo-lhe que adopte uma posição firme no combate ao comércio ilegal de armamento, na conferência diplomática das Nações Unidas sobre o comércio de armas, que vai decorrer em Julho.

 

As duas organizações católicas pedem ao Governo que apoie a elaboração de um tratado que seja eficaz no controlo das transacções de armas.

 

O presidente do Observatório Permanente de Armas da CNJP, Fernando Roque de Oliveira, defende que todos os Estados aderentes devem ter o poder de impedir negócios que ponham em causa os direitos humanos.

 

«O que se pretende com este tratado é ter uma base jurídica sofisticada que permita aos diversos países chamarem a atenção em relação aos outros sobre a aplicação do tratado. Até agora, não há um tratado verdadeiramente abrangente e de aplicação universal, que é o que se pretende», diz Roque de Oliveira.

 

“Se não tiver esse respaldo, não pode chamar a atenção dos outros, nem levá-los a um tribunal internacional», adverte.

 

Sobre Portugal, onde estas organizações estimam que existam 1,4 milhões de armas legais, e 1,5 milhões de armas ilegais, Fernando Roque de Oliveira diz que já era tempo de se pensar numa nova campanha de entrega voluntária de armas.



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