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Brasil: País é o mais perigoso para ativistas ambientais
21 de Junho de 2012

Um estudo da ONG «Global Witness» concluiu que 711 ativistas foram assassinados no mundo todo ao longo da última década por protegerem a terra e a floresta, e mais da metade foram mortos em território brasileiro.

 

De acordo com a pesquisa, divulgada durante a Rio+20, 365 brasileiros foram mortos entre 2002 e 2011 ao defenderem direitos humanos e o meio ambiente.

 

Depois do Brasil, os dois países com mais mortes no período também estão na América do Sul: o Peru, com 123 mortos, e a Colômbia, com 70.

 

Para o pesquisador britânico Billy Kyte, o alto número de mortes no Brasil se deve a uma conjunção de fatores que fazem a concorrência pela terra e pelos recursos naturais se intensificar e geram maior pressão - e tensão - no campo.

 

Ele enumera a desigualdade na posse de terra no país, com a concentração de propriedades nas mãos de latifundiários; o grande número de comunidades que tira o seu sustento da terra; e a atuação de setores cuja produção consiste também em explorar a terra, como a agropecuária, a mineração e a extração de madeira.

 

Mas Kyte acredita também que os números sejam mais altos no caso brasileiro porque o acompanhamento é melhor, graças ao relatório anual produzido pela «Comissão Pastoral da Terra» sobre conflitos de terra no país.



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