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Timor-Leste: Bispos lusófonos debatem seitas e desenvolvimento
5 de Setembro de 2012

O avanço das seitas e o desenvolvimento sustentável vão ser os temas centrais do próximo encontro das presidências das «Conferências Episcopais dos Países de Língua Oficial Portuguesa», que Timor-Leste vai acolher pela primeira vez, a partir de quinta-feira, 6 de setembro.

 

O porta-voz da «Conferência Episcopal Portuguesa» (CEP) disse que a questão do desenvolvimento surge na sequência da «Conferência das Nações Unidas» sobre o tema, que decorreu no Rio de Janeiro (Brasil), em junho.

 

«Trata-se de preservar a criação, para que esta possa servir um maior número de pessoas, ultrapassando quanto possível a pobreza», refere.

 

O padre Manuel Morujão fala em «desafios tremendos», a nível mundial, que a Igreja também sente, ao estar presente nos vários países.

 

Nove bispos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste vão estar reunidos em Díli, até segunda-feira, para analisar «o desafio das seitas no horizonte da nova evangelização».

 

«Mais do que considerar as seitas como uma ameaça, será bom ver nelas um desafio, temos de partir para a evangelização», disse o padre Manuel Morujão.

 

Este responsável diz que a temática foi sugerida pelos bispos de Timor-Leste e que a incidência das seitas é «muito diferente» nos vários territórios lusófonos, admitindo que Portugal é «um caso particular, onde não se nota tanto» essa presença.

 

O secretário da CEP diz que é «fácil vender ilusões no mercado da pobreza, das necessidades urgentes», criticando quem promete felicidade «de uma maneira irreal» e procura «manipular as pessoas».

 

«Muitas vezes há pressões, venda de ilusões, faltando à verdade», acrescenta o sacerdote, desejando uma maior aposta na «formação».

 

Os encontros entre bispos lusófonos têm servido para a sua aproximação, por outro lado, abrindo portas a projetos como «acolhimento de estudantes», a «assistência religiosa a emigrantes» ou projetos de cooperação em situações de «emergência social».

 

«Temos uma ponte, chamada língua, que deve ter trânsito em todas as direções», frisa.

 

A delegação portuguesa em Díli vai integrar, para além do padre Manuel Morujão, o bispo do Porto, D. Manuel Clemente, vice-presidente da CEP, e o padre José Maia, da Fundação Fé e Cooperação.

 

Informações da «Agência Ecclesia».



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