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Mundo: OMS quer proibir publicidade ao tabaco
30 de Maio de 2013

A «Organização Mundial da Saúde» (OMS) lança um apelo aos países para que proíbam todas as formas de publicidade ao tabaco para reduzir o consumo de uma droga que mata seis milhões de pessoas por ano. O alerta surge a propósito do «Dia Mundial Sem Tabaco», que se assinala na sexta-feira, 31 de Maio.

 

Segundo a OMS, um terço dos jovens que experimentam fumar fá-lo em resultado da exposição à publicidade, promoção e patrocínios feitos por marcas de tabaco e 78 por cento dos jovens de 13 a 15 anos em todo o mundo dizem estar expostos a alguma forma de propaganda ao tabaco.

 

A organização acredita que proibir a publicidade, a promoção e os patrocínios por marcas de tabaco é uma das formas mais eficazes de reduzir o consumo, exemplificando que os países que já introduziram esse tipo de interdição registaram, em média, uma redução de 7 por cento no consumo.

 

«O uso do tabaco está no topo da lista de ameaças universais à saúde e, no entanto, é completamente evitável», disse a directora-geral da OMS, Margaret Chan, para quem «os governos devem ter como prioridade máxima impedir a indústria tabaqueira de continuar a vergonhosa manipulação dos jovens e das mulheres, em particular, para recrutar a nova geração de viciados em nicotina».

 

Um relatório feito pela OMS em 2011 revelava que apenas 19 países (representando 6 por cento da população mundial) tinham atingido o nível mais elevado de interdição da publicidade ao tabaco. Mais de um terço dos países tinha proibições mínimas ou nenhumas.

 

O Brasil, a Albânia, a Colômbia, o Gana, o Irão, as Maurícias, o Panamá e o Vietname são alguns dos países que mais progressos têm feito para banir todas as formas de publicidade ao tabaco.

 

Em Portugal, a publicidade ao tabaco é proibida por lei, mas recentemente a diretora do Programa Nacional para a Prevenção e Controlo do Tabagismo denunciou que continua a existir.

 

O recurso às redes sociais e a aplicações para smartphones, a colocação de produtos e marcas de tabaco em filmes e séries de televisão e a oferta de donativos a instituições de solidariedade social são técnicas utilizadas para contornar as proibições.

 

Segundo a ONU, o tabaco mata até metade dos consumidores. Até 2030, a OMS estima que o tabaco mate mais de oito milhões de pessoas por ano.

 

O tabaco é um importante factor de risco para doenças não transmissíveis como o cancro, as doenças cardiovasculares, a diabetes e as doenças respiratórias crónicas.



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