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Moçambique: Livro contesta dados da redução da pobreza
22 de Maio de 2013

Em Moçambique, um livro acabado de publicar põe em causa as estatísticas oficiais dando conta da redução dos índices de pobreza absoluta, de perto de 70 para cerca de 55 por cento. A obra intitulada «Há mais bicicletas – mas há desenvolvimento?» foi lançada na terça-feira, 21 de Maio, em Maputo.

 

Segundo os autores, o conhecido jornalista britânico entendido em questões sobre Moçambique, Joseph Hanlon e a investigadora Teresa Smart, metade das pessoas nas zonas rurais são hoje tão pobres quanto no período logo após o fim da guerra há 16 anos.

 

É um livro que se alicerça fundamentalmente em subsídios que os autores foram buscar ao terreno, com destaque para as províncias de Nampula, no norte, e Manica, no centro.

 

Os autores passam em revista o caminhar de Moçambique em matéria de desenvolvimento desde a sua independência e sem encerrar o debate que pretendem incentivar, fazem algumas constatações, como disse Joseph Hanlon à BBC para África.

 

«Não concordamos com as estatísticas oficiais que indicam uma redução de 15 por cento da pobreza absoluta. Para nós é uma manipulação das estatísticas. Outras pesquisas indicam que a pobreza não está a diminuir a esse mesmo nível.»

 

«Alguns estudos indicam que o nível de pobreza nas zonas rurais está a aumentar. Metade dos camponeses nas zonas rurais são agora mais pobres, o seu nível de pobreza é o mesmo que após o fim da guerra há 16 anos.»

 

Ironicamente o lançamento na capital, Maputo do livro «Há mais Bicicletas – mas há desenvolvimento?», teve lugar no mesmo dia em que o Governo anunciava um crescimento, no primeiro semestre deste ano, de cerca de 7 por cento da economia moçambicana.

 

Com informações da BBC para África.



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