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África: Bispos empenhados no desenvolvimento humano
21 de Fevereiro de 2013

Carta Pastoral divulgada pelos bispos africanos indica o desejo de «trabalhar com os governos e outras instituições para o desenvolvimento integral na África». «A Igreja não pode permanecer indiferente e isolada diante dos actuais desafios sociopolíticos e económicos africanos», anunciam.

 

O documento, intitulado «Governança, bem comum e transição democrática na África», foi elaborado durante o Simpósio das «Conferências Episcopais da África e Madagáscar» (SECAM), organismo que agrupa todas as conferências episcopais do continente africano.

 

A Carta Pastoral, escrita na esteira da Exortação Apostólica pós-sinodal «Africae Munus», de Bento XVI, sublinha que «o bem comum, o respeito pelos direitos humanos e a promoção do bom governo são elementos essenciais da Mensagem Evangélica».

 

Na carta Pastoral se recorda também que a Igreja desenvolveu um papel fundamental na promoção da democracia e do bem comum. Como exemplo «nos diversos Países, durante o delicado período de transição democrática dos anos 90, a Igreja desenvolveu um papel de apoio muito visível. Cinco das oito Conferências Nacionais Transitórias organizadas naquele período foram presididas por bispos católicos».

 

Em diversas ocasiões, a Igreja africana interveio para pedir uma correcta exploração dos recursos naturais do continente, como o petróleo e a madeira. A este respeito, os bispos africanos, mesmo apreciando os esforços realizados por diversos países em melhorar o padrão de vida do povo, denunciam a persistente corrupção e a apropriação de recursos por parte de empresas multinacionais que ainda impedem a um grande número de africanos de se beneficiarem das riquezas dos seus países. Apesar destas limitações, os prelados reafirmam seu compromisso em «trabalhar com os governos e outras instituições para o desenvolvimento integral na África».



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