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R. Centro-Africana: Preocupação com civis
18 de Março de 2013

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur) alertou para o impacto de novos confrontos na República Centro-Africana aos civis no sudeste do país.

 

Os confrontos também comprometem o acesso da agência aos refugiados e deslocados internos. O Acnur disse estar «cada vez mais preocupado com a situação», segundo a porta-voz da agência, Fatoumata Lejeune-Kaba.

 

A aliança de grupos rebeldes conhecida como «Séléka» avança para o leste do país pela cidade de Zemio, onde 3,3 mil pessoas encontraram refúgio.

 

Na passada semana, o grupo tomou a cidade de Bangassou, ponto importante de paragem para trabalhadores humanitários. O risco à segurança forçou o Acnur a transferir temporariamente alguns funcionários para a capital Bangui.

 

A agência da ONU garante que os serviços para os refugiados não foram reduzidos.

 

Desde dezembro, conflitos entre forças Séléka e o exército da República Centro Africana restringiram seriamente o acesso a 5,3 mil refugiados e mais de 175 mil deslocados.

 

Estima-se que 29 mil civis tenham fugido para a República Democrática do Congo e outros 5 mil para o Chade. A maioria dos deslocados afirmaram ao Acnur que vivem com medo e insegurança.

 

Além disso, 99 por cento das crianças que iam à escola antes da crise deixaram de frequentar as aulas. Para a porta-voz do Acnur, é ainda mais preocupante a crença de que uma a cada cinco crianças fora da escola tenha sido recrutada de forma forçada por grupos armados.

 

Na semana passada, a representante especial do Secretário-Geral na República Centro-Africana advertiu que sem uma resposta forte da comunidade internacional,«não há futuro para o país».

 

As forças Séléka e as autoridades nacionais assinaram um acordo de cessar-fogo a 11 de janeiro, mas os rebeldes alegam que o Governo estaria a falhar com o compromisso.



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