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Sudão: Libertados os primeiros presos políticos
5 de Abril de 2013

Sete dirigentes opositores que tinham sido presos nos últimos meses foram postos em liberdade, depois de o presidente Omar Hassan Al-Bashir anunciar no parlamento a libertação de todos os presos políticos e a nova disponibilidade para «um diálogo nacional».

 

Segundo a edição digital do periódico Sudan Tribune, as pessoas libertadas são figuras de destaque dos partidos e movimentos que em janeiro passado haviam escrito a «Carta para um Novo Amanhecer», um documento que constitui a acta de nascimento de uma aliança que se propõe pôr fim ao governo do Partido do Congresso Nacional.

 

«Hoje anunciamos a decisão de libertar todos os prisioneiros políticos e de renovar o compromisso de dialogar com todas as forças políticas», disse Al-Bashir. Um compromisso, destacou o presidente, que se refere a «todas as forças políticas e sociais, sem exclusão, incluindo os grupos armados».

 

Segundo o Sudan Tribune, na realidade não está esclarecido se também serão libertados os líderes de grupos armados ou os oficiais presos este ano, envolvidos numa conspiração para derrubar o presidente sudanês.

 

Manifestaram ceticismo os dirigentes do Movimento de Libertação Popular do Sudão do Norte (SPLM-N), um grupo armado que luta nas regiões dos Montes Nuba e de Nilo Azul contra o exército sudanês.

 

Yasser Arman, secretário-geral do SPLM-N, afirma que o governo «só quer legitimar-se convidando a oposição a participar num processo constitucional urdido pelo regime».

 

A nova Lei Fundamental (Constituição), deverá substituir a que entrou em vigor em 2005, ao fim de uma guerra civil, que levou à independência do Sudão do Sul. A atual Constituição tem artigos que já não se ajustam à nova situação do país desde 2011, altura em que perdeu os territórios do sul.



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