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Lisboa: Cardeal-patriarca destaca importância da «Igreja pobre» desejada pelo Papa
9 de Abril de 2013

O cardeal-patriarca de Lisboa disse ontem, 8 de Abril, em Fátima que o novo Papa tem sido uma «autêntica surpresa», mesmo para aqueles que o elegeram, e elogiou a atenção aos pobres, antecipando «reformas» na Igreja.

 

«[O Papa] dá um lugar privilegiado aos pobres, aos marginalizados, a todos os que sofrem. Foi muito claro ao afirmar que o modelo de Igreja que o atrai é uma Igreja pobre, ao serviço dos pobres», disse D. José Policarpo, no discurso de abertura da 181ª assembleia plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), que decorre até quinta-feira.

 

O presidente do organismo máximo do episcopado católico elegeu «algumas linhas de força» do pontificado de Francisco, iniciado a 13 de março.

 

«Este Papa é um sinal de esperança. Não deixar morrer a esperança já é sua mensagem explícita. Isso significa reformas inevitáveis na vida da Igreja? Com certeza», precisou o cardeal-patriarca de Lisboa.

 

Segundo este responsável, no caso da Cúria Romana a reforma «tem de ser feita revalorizando a doutrina do Concílio Vaticano II sobre a colegialidade dos Bispos e a justa autonomia das Igrejas particulares».

 

«Esta reforma não pode ser feita a partir de erros e escândalos, concentrados num tão falado relatório», acrescentou, numa alusão ao documento elaborado por três cardeais, a pedido de Bento XVI, após as fugas de documentos reservados do Vaticano.

 

D. José Policarpo adiantou ainda que o Papa Francisco lhe pediu por duas vezes que «consagrasse o seu novo ministério a Nossa Senhora de Fátima».

 

«Seria belo que toda a Conferência Episcopal se associasse à realização deste pedido. Maria guiar-nos-á em todos os nossos trabalhos e também na forma de dar cumprimento a este desejo do Papa Francisco», concluiu.

 

Com informações da «Agência Ecclesia».



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