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Vaticano: Encíclica da paz completa 50 anos
12 de Abril de 2013

A encíclica «Pacem in terris» (A paz na terra), assinada por João XXIII e publicada a 11 de Abril de 1963, completou ontem 50 anos. Um documento profético, de grande força, no qual o Beato Roncalli exortava todos os homens de boa vontade, e não somente os cristãos, a empenharem-se em favor da paz no mundo.

 

1. A paz na terra, anseio profundo de todos os homens de todos os tempos, não se pode estabelecer nem consolidar senão no pleno respeito da ordem instituída por Deus.

 

Como Andrea Possieri escreve com riqueza de pormenores para o jornal Vaticano «L’Oservatore Romano», a encíclica teve um acolhimento ímpar na imprensa internacional, suscitando uma reacção da opinião pública mundial que, até agora, encontra poucos exemplos análogos na época actual. Os jornais de todos os países, dos Estados Unidos à União Soviética, da França à Alemanha, da Jugoslávia à Polónia, da Inglaterra à Espanha, e ao Japão, dedicaram à publicação espaços muito amplos. Contudo, grande parte dos comentários  realçou a chave política da encíclica, fazendo nascer assim  o mito do «Roncalli de esquerda» em antítese ao Pacelli reaccionário.

 

Lucetta Scaraffia, num texto publicado por «La Croix», que aqui repropomos, comenta a herança da encíclica do Papa João XXIII e o seu alcance sempre actual: «Na mensagem para o quadragésimo sexto dia da paz, a 1 de Janeiro de 2013, Bento XVI, ao recordar o cinquentenário da Pacem in terris, retomou a tese fundamental deste documento, isto é, que a condição da paz deve ser o estabelecer-se de condições de verdade, justiça e amor».

 

«A negação da verdade – conclui Lucetta Scaraffia – provoca divisões na sociedade, rejeição por parte de outras culturas que não aceitam esta ficção, novas tensões e conflitos. Porque a paz só se realiza se todos convergirem para algumas verdades fundamentais e evidentes».



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