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Sudão: Igreja pede reconciliação entre partes em conflito
4 de Abril de 2013

Após o anúncio de uma amnistia para os prisioneiros políticos do Sudão, a Igreja disse apoiar a «reconciliação entre as partes e as facções e reza pelo fim dos conflitos armados nas regiões dos Montes Nuba e do Nilo Azul».

 

De acordo com Dom Daniel Adwok, Bispo auxiliar de Cartum, é ainda cedo para entender a envergadura das decisões divulgadas pelo Presidente Omar Hassan Al-Bashir com um discurso pronunciado no parlamento.

 

«Na terça-feira foram liberados alguns expoentes de partidos e movimentos que aderiram a uma nova aliança que quer derrubar o governo – sublinha o bispo – mas ainda não está claro se a amnistia se refere também aos rebeldes do Movimento de Libertação Popular do Sudão do Norte, ou aos oficiais detidos em novembro último por uma presumível tentativa de golpe de Estado.

 

Dom Adwok sublinha que a Igreja está preocupada, sobretudo, pelos conflitos armados e pelas violências em andamento em diversas regiões de fronteira, que vai de Darfur aos Montes Nuba e ao Nilo Azul.

 

«A guerra – disse o bispo – causou centenas de milhares de deslocados e sofrimentos indescritíveis às populações; rezamos por um processo de reconciliação que englobe todos os partidos e todas as facções e leve a um acordo de paz para os Monte Nuba e ao Nilo Azul».

 

Nestas duas regiões o exército de Cartum está comprometido em um conflito com os rebeldes do Movimento de Libertação Popular do Sudão-Norte que, em menos de dois anos, obrigou mais de 200 mil pessoas a procurar refúgio para além das fronteiras com a Etiópia e do Sudão do Sul.

 

Até agora, as reações do Movimento de Libertação ao anúncio da amnistia foram em parte negativas, a dizer que o governo «quer somente legitimar-se» e convencer a oposição a participar de «um processo constitucional vazio» iniciado após a independência obtida por Juba em 2011.



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