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Nigéria: Aldeias são atacadas e polícia não impede violência
4 de Abril de 2013

«Estamos surpresos pelo modo como estes bandos conseguem atacar impunemente as aldeias sem que as forças de segurança intervenham. Policiais e militares aparecem nos lugares somente quando os atacantes já foram embora. É uma situação realmente desconcertante», disse Dom Ignatius Ayau Kaigama Arcebispo de Jos.

 

O Presidente da Conferência Episcopal da Nigéria comentava os últimos ataques cometidos por bandos de criadores de gado Fulani contra três aldeias na Nigéria central, que provocaram entre sábado Santo e Domingo de Páscoa, 19 mortos e 4.500 desabrigados.

 

Os contínuos ataques realizados contra aldeias dos estados de Kaduna e Plateau causaram cerca de 90 mortos nos últimos meses.

 

Dom Kaigama se questiona por que as forças de segurança não conseguem deter esta onda de violência: «De onde vêm estas pessoas? Que caminhos percorrem para chegar às aldeias? Como podem transportar armas de guerra para realizar seus ataques sem atrair a atenção da polícia?», pergunta o arcebispo.

 

Questionado sobre a possibilidade de os bandos serem financiados por alguém com objetivos políticos, Dom Kaigama responde não saber: «Mas posso dizer que os pastores ‘fulanos’ que cometem tais crimes em resposta aos roubos de gado (como afirmam), conseguem encontrar armas de guerra porque têm disponibilidades económicas maiores do que os agricultores que atacam».



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