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Sudão: Dia por Darfur
29 de Abril de 2013

«Dia por Darfur» assinalado nesta segunda-feira, 29 de Abril.

 

Na região do Darfur, no Sudão (África), arrasta-se há vários anos uma agonizante catástrofe humana e o genocídio de um povo. A «Plataforma Por Darfur» nasceu para sensibilizar os portugueses para este drama.

 

O Darfur (ou "terra dos fur", em árabe) - região no extremo oeste do Sudão. Faz fronteira com a Líbia, o Chade e República Centro-Africana. A sua superfície é de 493.180 km2. Darfur divide-se em 3 zonas: o norte maioritariamente seco, deserto; centro e sul menos secos, petróleo, água no subsolo, mais propício à agricultura.

As principais regiões do Darfur são: Fasher, Nyala e El Geneive.

As principais tribos da região são: Fur, Masalit e Zaghawa

O Darfur tem cerca de 6 milhões de habitantes. Apenas 44,4 por cento das crianças do sexo masculino - e um-terço do feminino - frequentam a escola.

 

Em 2003, dois grupos armados da região de Darfur revoltaram-se contra o governo central sudanês. O Movimento de Justiça e Igualdade e o Exército de Liberação Sudanesa acusaram o governo de oprimir os não-árabes em favor dos árabes do país e de negligenciar a região de Darfur.

Em reacção, o governo lançou uma campanha de bombardeamentos aéreos contra localidades do Darfur em apoio a ataques por terra efectuados por uma milícia árabe, os janjauid. Incendeiam aldeias inteiras, forçando os sobreviventes a fugir para campos de refugiados localizados no Darfur e no Chade; muitos dos campos do Darfur encontram-se cercados por forças janjauid.

 

As mortes causadas pelo conflito são estimadas entre 50.000 e 450.000. A maioria das ONGs trabalha com a estimativa de 400.000 mortes. A comunicação social descreve o conflito como um caso de "limpeza étnica" e de "genocídio". As Nações Unidas só recentemente admitiram, mas de maneira muito tranquila o genocídio.

Há acusações de violações dos direitos humanos, inclusive assassinatos em massa, saques e violações sistemáticas da população não-árabe do Darfur.

Têm sido assinados alguns acordos de paz entre as diferentes facções em conflito, mas nunca respeitados. Nem a presença no terreno de uma força de paz enviada pela união africana consegue manter a segurança.



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