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Sudão do Sul: País teme retorno de hostilidades em Abyei
13 de Maio de 2013

O Sudão do Sul pediu que todos os esforços sejam feitos pela comunidade internacional para evitar o que chamou «reedição de hostilidades» entre o país e o Sudão.

 

Falando a jornalistas, o embaixador sul-sudanês junto à ONU, Francis Deng, disse que o mandato da Missão das Nações Unidas na região de Abyei, Unifsa, apresenta limitações.

 

Como referiu, a força opera para proteger os civis de grupos armados uniformizados do Sudão e do Sudão do Sul, não incluindo nenhuma intervenção contra formações civis que estejam armadas na região.

 

O país declarou a sua independência do Sudão, em 2011, após um referendo que decidiu a cesseção na sequência de mais de duas décadas de conflito. Um referendo para decidir o estatuto de Abyei, uma área rica em recursos e disputada entre as duas nações foi adiado.

 

Deng citou vários incidentes que chamou «combinação padronizada» de ataques, envolvendo milícias intercomunitárias. Segundo disse, estes envolvem principalmente as comunidades nómadas Misserya e Dinka diante de forças da Unifsa.

 

Recentemente, foram registados confrontos que resultaram na morte de dezenas de pessoas, incluindo o ferimento de três capacetes azuis.

 

Ao Conselho de Segurança, o diplomata pediu o reforço do mandato da Unifsa, para que possa incluir «a proteção eficaz dos civis de todos os grupos armados e não permitir que grupos civis possuam armas.»

 

Antes da criação de uma polícia local, o país quer que a Unifsa seja autorizada a estabelecer uma força que inclua elementos das comunidades para manter a ordem na área, enquanto não é decidido qual dos dois países fará a administração definitiva de Abyei.

 

A proposta inclui o envolvimento das comunidades em ações de distribuição de ajuda humanitária e a retirada de grupos armados de Abyei.



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