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Colômbia: Uma centena de religiosos assassinados desde 1984
8 de Fevereiro de 2013

Desde 1984, na Colômbia, foram assassinados 83 sacerdotes, cinco religiosas, três religiosos, três seminaristas, um arcebispo e um bispo. Somente em 2013, três padres já foram mortos. O último crime ocorreu no passado sábado, informou o presidente da Conferência Episcopal deste país, dom Rubén Salazar.

 

«Infelizmente, nós como Igreja não escapamos da situação de violência que o país vive, se todos os dias há tantos mortos, seria quase impossível que entre eles não estivesse algum sacerdote», lamentou Salazar.

 

O prelado fez uma menção especial ao padre Luis Alfredo Suárez, assassinado no sábado, 2 de Fevereiro, no município de Ocaña, departamento do Norte de Santander, na fronteira com a Venezuela.

 

«O último assassinato aconteceu em Ocaña, sábado passado, e parece ser algo trágico, e absolutamente repudiável, pois foi um engano (...), queriam matar outra pessoa, o que demonstra que na Colômbia continuam assassinando com fins desumanos e ditados por razões políticas e económicas», manifestou.

 

«Se o sacerdote Luis Alfredo Suárez foi vítima de um equívoco, isso significa que todas as pessoas, em qualquer parte do país, podem estar em perigo, pois todos nós podemos ser vítimas, em qualquer momento, de um engano e ser assassinados», acrescentou.

 

Além das vítimas fatais entre membros da Igreja, em razão do conflito armado e a violência na Colômbia, desde 1984, Salazar informou que neste mesmo período 17 bispos e 52 sacerdotes foram vítimas de ameaças.

 

«No país há uma quantidade de sacerdotes que está ameaçada, justamente por causa de seu trabalho evangelizador, em certas áreas do país, onde a lei está fora do lugar, já que imperam as leis dos grupos criminosos, sejam quais forem, e nestes espaços o trabalho evangelizador não é bem visto», concluiu o chefe da Igreja colombiana.

 

Salazar convocou os colombianos para apoiarem o processo de paz, apesar das dificuldades de negociar em meio à guerra. Ele disse que confia na boa vontade das Farc em finalizar o conflito, dizendo ser «partidário» das conversas que estão ocorrendo em Havana, entre o grupo guerrilheiro e o Governo.

 

Além disso, advertiu que é necessário entender que na Colômbia a guerra continua. Apesar dos factos que possam ser apresentados, é necessário ter «perseverança» para continuar adiante com as negociações. E acrescentou que é preciso «renovar a esperança» nas conversas que estão sendo realizadas.

 

A reportagem foi publicada no sítio «Religión Digital» e a tradução é do «Cepat».



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