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Vaticano: Jovens sem esperança sociedade sem futuro
8 de Fevereiro de 2013

Na quinta-feira, 7 de Fevereiro, o Papa discursou na Assembleia Planaria do Pontifício Conselho para a Cultura, reunido para debater o tema «Culturas juvenis emergentes».

 

«Se os jovens já não esperassem nem progredissem, se não inserissem nas dinâmicas históricas a sua energia, vitalidade, capacidade de antecipar o futuro, teríamos uma humanidade fechada em si mesma, privada de confiança e de um olhar positivo para o porvir», disse Bento XVI.

 

Em poucas palavras: se os jovens perdem a esperança, a sociedade não tem futuro.

 

O Santo Padre recordou a preocupação de toda a Igreja pela «emergência educativa», ao lado da qual – disse – «devem ser postas outras “emergências”, relativas às diversas dimensões da pessoa e às suas relações fundamentais às quais não se pode responder de modo evasivo e superficial».

 

O pensamento do Pontífice – revelou ele mesmo – foi «para a crescente dificuldade no campo do trabalho e de ser fiel no tempo às responsabilidades assumidas. Isto causaria, ao futuro do mundo e de toda a humanidade, um empobrecimento – comentou – não só económico e social mas sobretudo humano e espiritual».

 

Mas Bento XVI vê também «fenómenos decididamente positivos», como «os impulsos generosos e corajosos de tantos jovens voluntários que dedicam aos necessitados as suas melhores energias; as experiências de fé sincera e profunda de muitos rapazes e moças que com alegria testemunham a sua pertença à Igreja; os esforços realizados para construir, em muitas partes do mundo, uma sociedade capaz de respeitar a liberdade e a dignidade de todos, começando pelos mais pequeninos e débeis». Porque, em síntese, «encontramo-nos diante de uma realidade complexa mas fascinante, que deve ser compreendida de maneira aprofundada e amada com espírito de empatia», concluiu o Papa.

 



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