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Tunísia: Fórum Social denuncia guerras e ocupações militares
2 de Abril de 2013

Na declaração final do «Fórum Social Mundial 2013» (FSM), celebrado na Tunísia, os participantes do encontro anual do movimento anticapitalista denunciaram as guerras, ocupações militares e tratados neoliberais de livre comércio que privatizam os bens sociais, reduzem direitos e agridem o meio ambiente.

 

No documento, publicado na segunda-feira, 1 de Abril, os participantes do encontro destacaram que «os povos de todos os continentes travaram lutas em que fizeram oposição com grande energia à dominação do capital, que se esconde atrás da promessa de progresso económico e da suposta estabilidade política.»

 

De acordo com a conclusão, os povos do mundo padecem dos efeitos do agravamento de uma profunda crise do capitalismo, em que os bancos, transnacionais, conglomerados mediáticos e governos buscam benefícios à custa de uma política intervencionista.

 

O evento se desenvolveu como uma iniciativa para o tratamento de temas como os direitos das mulheres, a juventude, cultura, mudanças climáticas, economia, política, primaveras árabes e possíveis soluções para a crise económica global.

 

Nesse sentido, os participantes enfatizaram que as políticas «neocolonialistas» implementadas aumentam as migrações, os deslocamentos forçados e as desigualdades e põe como exemplo as crises financeiras da Grécia, Chipre, Portugal, Itália, Irlanda e Espanha.

 

A reunião no FSM, o principal encontro anual do movimento anticapitalista, denunciou no aspecto político a intensificação da repressão, homicídios de líderes de movimentos sociais e a criminalização das lutas e propostas. Na declaração, se uniram vozes «por uma integração a partir do povo e para os povos, baseada na solidariedade».

 

Em referência ao aquecimento global concluíram que é o resultado do sistema capitalista de produção, distribuição e consumo. Portanto, rejeitou «as falsas soluções para a crise climática».

 

Assim mesmo, condenaram a violência contra as mulheres, cometida geralmente nos territórios sob ocupação militar e defenderam o direito dos povos à autodeterminação como nos casos da Palestina e Sara Ocidental, entre outros.

 

O FSM foi realizado em Túnis, de 26 a 30 de março. Um dos momentos especiais deste ano foi a homenagem prestada ao líder da Revolução Bolivariana, Hugo Chávez, por seu legado na solidariedade entre os povos do mundo.

 

As informações são da «TeleSUR»



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