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R. Centro-Africana: Crise afeta dois milhões de crianças
2 de Abril de 2013

Cerca de dois milhões de crianças foram diretamente afetadas pela crise na República Centro-Africana, estima o Fundo da ONU para a Infância (Unicef).

 

Em comunicado, a agência disse que o momento é para que seja demonstrado o compromisso da coligação Seleka com os princípios humanitários e dos direitos humanos para os cidadãos do país.

 

O grupo tomou o poder à força há uma semana, numa ação condenada pela comunidade internacional.

 

No fim-de-semana, o líder rebelde que se autoproclamou presidente do país, Michel Djotodia, anunciou a criação de um governo interino.

 

De acordo com as informações, Djotodia teria afirmado que governaria o país até a realização de eleições, em 2016. O anúncio ocorreu uma semana após o derrube do presidente François Bozizé, que fugiu do país.

 

A invasão da capital, Bangui, seguiu-se ao fracasso de um acordo de partilha de poder, assinado em Janeiro na capital gabonesa, Libreville.

 

O Unicef refere que a operação deu lugar a saques generalizados, que só na semana passada fizeram desaparecer dez toneladas de suprimentos de emergência do armazém principal da agência.

 

O lote seria distribuído para 30 mil pessoas vulneráveis, especialmente crianças e mulheres, nas próximas semanas.

 

Souleymane Diabate, representante do Unicef no país, disse que as necessidades e os direitos da criança devem ser priorizados pelo novo governo.



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