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Fórum Social Mundial 2013: outro mundo é possível
25 de Março de 2013

O Fórum Social Mundial (FSM) deste ano vai realizar-se pela primeira vez num país árabe, a Tunísia. O encontro reunirá movimentos sociais e activistas cívicos que protagonizaram a Primavera árabe de 2011.

 

Sob o lema «outro mundo é possível», o FSM, que irá decorrer em Tunes, de 26 a 30 deste mês de Março, quererá ser uma caixa de ressonância de todos os êxitos e falhanços alcançados em países do Norte de África e Magrebe graças às profundas transformações sociais e políticas aí ocorridas durante estes últimos dois anos.

 

«O mundo árabe é o novo centro dos movimentos sociais», disse Marwen Talbi, um jovem activista social tunisino, que está a dinamizar outras regiões da Tunísia para não ficarem à margem do acontecimento, nomeadamente através da organização de caravanas de ciclistas, numa tentativa de divulgar notícias sobre o FSM por todo o país. «O FSM deve ser uma oportunidade para as pessoas mudarem as suas vidas. Queremos estimular especialmente os jovens, que têm a revolução ainda fresca nas suas mentes, para que sejam activos e façam coisas positivas para as suas próprias comunidades», afirmou.

 

Num espaço livre, de reflexão, debate e partilha de ideias e acções na procura de sistemas de vida, económicos e sociais alternativos aos actuais, o encontro internacional de Tunes reunirá activistas cívicos, membros de organizações cívicas e religiosas oriundos de todo o mundo. O seu propósito é o de apoiar as reformas actualmente em curso nos países árabes, abrindo as suas sociedades a uma maior participação democrática, liberdade de expressão e justiça social.

 

Passados dois anos do terramoto político e social que abalou os fundamentos de regimes ditatoriais no mundo árabe, levando inclusive à deposição de quatro governos, a instabilidade e incerteza persistem nesses países. Os jovens que foram os protagonistas da Primavera Árabe vieram de novo para as ruas do Cairo e Tunes mostrar a sua insatisfação. Protestam contra a lentidão das reformas prometidas e por continuarem sem oportunidades de emprego. Há a possibilidade de uma repetição das revoluções e levantamentos populares de 2011.

 

Organizado pela primeira vez em 2001, em Porto Alegre, no Brasil, e depois em outros países, o FSM é a principal iniciativa mundial que congrega as mais variadas forças sociais. Atrai uma média de 100 mil pessoas de todo o mundo. Os espaços de diálogo compartilhados no fórum permitem a reflexão e a discussão sobre a possibilidade de um mundo diferente daquele preconizado pelos defensores da globalização e do neoliberalismo.



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