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Sudão: Anunciada a libertação de todos os presos políticos
2 de Abril de 2013

O Presidente do Sudão anunciou na segunda-feira, 1 de Abril, a libertação de todos os presos políticos no país.

 

Omar Al-Bashir disse à Assembleia Nacional durante a abertura de uma nova sessão, que decidiu libertar todos os presos políticos e renovar seu compromisso de diálogo com todas as lideranças políticas.

 

Al-Bashir afirmou que manterá a comunicação com todas as forças políticas e sociais, incluindo os grupos armados, para um diálogo nacional que vai trazer uma solução para todos os problemas.

 

As declarações do presidente foram seguidas de uma oferta do Vice-Presidente Ali Osman Taha, feita para o SPLM-Norte e de todos os partidos políticos da oposição, para que participem de um diálogo constitucional.

 

O SPLM-Norte rejeitou o convite e quer que as negociações políticas com Cartum aconteçam no âmbito da Resolução 2046 do Conselho de Segurança da ONU – publicada em Maio de 2012.

 

Omar Al-Bashir, de 69 anos, está no poder desde 1993 e já tinha anunciado que não se candidatará às eleições presidenciais de 2015. Foi escolhido para dirigir o país pela junta militar que governava o Sudão desdeo golpe de Estado de 1989.

 

Recordamos que Al-Bashir suprimiu os partidos políticos, censurou a imprensa e dissolveu o Parlamento, assumindo os cargos de chefe de Estado, primeiro-ministro, chefe das forças armadas e ministro da Defesa.

 

Em vinte anos, o Presidente reprimiu a revolta das minorias não árabes de 2003 - o Tribunal Penal Internacional, agência de justiça das Nações Unidas, considerou que houve indícios de limpeza étnica por parte do Governo central e, por isso, há dois mandatos de captura contra Al-Bashir por crimes de guerra e contra a humanidade cometidos na região de Darfur.

 

Mas não pôde impedir a secessão do país e, em 2011, o Sudão partiu-se, tendo surgido o Sudão do Sul (cristão, o Norte é maioritariamente muçulmano).



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