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América Latina: Desigualdade é o motor dos conflitos sociais
18 de Abril de 2013

Os países latino-americanos com os maiores números de conflitos são os que têm também casos de amplas desigualdades sociais. A constatação é parte de um estudo do «Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento» (Pnud).

 

A agência da ONU afirma que, nesses casos, os governos também têm uma «capacidade limitada» para gerir os protestos. A pesquisa foi divulgada na terça-feira, 16 de Abril, em Nova Iorque, sede do Pnud.

 

Segundo o estudo «Entendendo o Conflito Social na América Latina», a região tem mais tensões sociais, institucionais e culturais do que outras do mundo. Mas, existe também um alto grau de participação de cidadãos nesses processos de questionamentos.

 

Para o Pnud, o modelo do «livre mercado» falhou em estabelecer uma nova ordem social na América Latina. Os especialistas acreditam que os Estados devem se envolver mais na promoção da inclusão social de seus cidadãos.

 

O estudo menciona Bolívia, Peru e Argentina como países com o maior número de conflitos sociais. Existe uma média de 200 para cada um. Já Costa Rica, Chile e El Salvador têm menos conflitos, cerca de 58.

 

Foram analisadas mais de 2,3 mil conflitos sociais em toda a região com base em reportagens de 54 jornais em 17 nações entre Outubro de 2009 e Setembro de 2010. Este estudo não cobriu situações associadas à criminalidade, tráfico de drogas, guerras ou movimentos de guerrilhas.

 

Os países avaliados foram Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.



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