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Sudão do Sul: 40 mil refugiados não têm como voltar à casa
24 de Abril de 2013

O regresso de mais de 40 mil sul-sudaneses a casa tornou-se um desafio para agências de ajuda humanitária. Em comunicado, lançado nesta terça-feira, 23 de Abril, a «Organização Internacional para Migrações» (OIM) informou que não tem fundos para atender os refugiados.

 

Segundo a agência, dezenas de milhares de pessoas vivem em abrigos improvisados nos arredores da capital sudanesa, Cartum. As condições de água, alimentação, saúde e saneamento são limitadas.

 

Os sul-sudaneses inscreveram-se num programa de repatriamento voluntário após a independência do Sudão do Sul, em julho de 2011. Alguns tentaram voltar para casa, por conta própria, mas não conseguiram e acabaram nos chamados centros de transição.

 

Ainda esta semana, a OIM deve organizar voos para transportar 700 refugiados em situação frágil.

 

O porta-voz da agência, Jumbe Omari Jumbe, disse que a iniciativa faz parte de uma parceria com a Igreja Africana.

 

No total, o grupo tem mais de 1,3 mil sul-sudaneses escalados para deixar Cartum para Malakal até o fim deste mês. O transporte aéreo, no entanto, acabou por exceder a capacidade de dez mil repatriados.

 

Cada voo terá até 80 passageiros. A OIM pretende fazer duas viagens diárias para atender a demanda.

 

O objetivo da agência é ajudar cerca de 6.000 pessoas a voltarem para o Sudão do Sul até o fim deste ano.



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