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Sudão do Sul: Caminho difícil para o desarmamento
24 de Abril de 2013

O Governo do Sudão do Sul, com o apoio da «Missão de Paz das Nações Unidas» (UNMISS), iniciou a fase piloto de um programa de desarmamento, desmobilização e reintegração social para ex-combatentes rebeldes.

 

O primeiro passo deste processo se concentrará em um pequeno número de soldados, aproximadamente 500, que servirá para reunir informações úteis para o futuro do programa.

 

«O sucesso do programa influenciará a paz e o futuro do país», disse Arian Quentier, porta-voz da UNMISS, que acredita que este é um bom momento para melhorar as relações com o vizinho do Norte, o Sudão.

 

No entanto, o desarmamento enfrenta barreiras que precisam ser contornadas. Uma das questões envolve o dinheiro: No ano passado, o exército ficou com 41 por cento do orçamento deste jovem país. O programa de desarmamento, desmobilização e reintegração oferece um ano de salários, alfabetização e formação profissional, a ser financiado por quase dois terços dos cofres do governo. Os restantes 36 por cento, será financiado por doadores internacionais. Além disso, o exército recruta constantemente ex-soldados rebeldes.

 

«Até o momento, o programa de desmobilização é mais parecido com um programa de reforma para os veteranos», diz Jonas Leff, um pesquisador da «Small Arms Survey».

 

«Um risco adicional, com o qual temos de lidar, é o precário equilíbrio entre os diferentes grupos étnicos. Tanto antes como depois da independência, o elemento étnico foi crucial na definição do equilíbrio interno do exército», disse Leff.

 

Em outra frente totalmente distinta, o Sudão do Sul promove a reconciliação com o Comité de Reconciliação Nacional nomeado pelo presidente Salva Kiir, que integrará dois bispos, um anglicano e outro católico. Os eleitos são Daniel Deng Bul e Paride Tabán (que recebeu o «Prémio Mundo Negro» para a fraternidade 2012). Tabán é responsável pela criação da Vila da Paz da Santíssima Trindade em Kuron, uma experiência que surgiu em 2005 com o objetivo de promover o enriquecimento mútuo e a convivência entre os diferentes grupos étnicos do país.

 

Com informações de «Mundo Negro Digital».



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