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R. Centro-Africana: Instabilidade e insegurança
15 de Abril de 2013

A República Centro-Africana ainda vive na instabilidade e na insegurança, depois da fuga do Presidente Bozizé, após a entrada na capital, Bangui, dos rebeldes da coalizão Seleka, em 24 de março.

 

Desde então, segundo dados da Cruz Vermelha Centro-Africana, somente em Bangui 119 pessoas foram mortas e 272 feridas em conseqüência de tiroteios entre grupos armados que lutam por pedaços de terra, ou simples bandidos que ameaçam o povo.

 

No dia 11 de Abril, associações de jovens da capital organizaram manifestações de protesto contra as violências dos rebeldes e os contínuos saques, depois do assassinato do condutor de uma moto-taxi por homens da Seleka. Em Bangui e em diversos outros centros urbanos rurais foram saqueados edifícios públicos e estruturas de organização humanitárias da Igreja.

 

As novas autoridades tomaram algumas medidas para tentar estabilizar a situação. Na capital, os soldados chadianos da força FOMAC (missão dos Estados da África central), com homens da Seleka, realizaram a primeira operação para recuperar armas de civis e de grupos armados.

 

No campo político, o novo “homem forte” do país, Michel Djotodia, anunciou a criação do Conselho Nacional de Transição que fará as vezes da Assembleia Nacional Provisória. O novo organismo è formado por 105 membros, 50 dos quais representarão a sociedade civil (42), de grupos religiosos (6) e da diáspora (2).



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