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Brasil: A questão amazónica à luz da Palavra de Deus
22 de Novembro de 2017

A Rede Eclesial Panamazónica (Repam) e a Comissão Episcopal para a Amazónia da Conferência Nacional do Bispos do Brasil (CNBB) estiveram reunidos em Brasília para 16º Seminário Laudato Sì e Repam com o objetivo de aprofundar os temas discutidos nos 15 seminários realizados entre 2016 e 2017.

 

À luz da Palavra de Deus, foram analisadas problemáticas presentes na região: terra, água, territórios, saberes e espiritualidade dos povos nativos, formação pastoral e incidência política; a questão urbana, mulheres na Amazónia, fluxos migratórios e tráfico de pessoas.

 

De acordo com os participantes, o que se está a verificar na Amazónia é “um modelo de desenvolvimento que tem como consequência uma crescente desigualdade e injustiça social e ambiental”.

 

Neste sentido, a Encíclica do Papa Laudato si, com o próximo Sínodo dos Bispos da Panamazónia, no Vaticano, vêm para ajudar a própria Igreja a tomar consciência da importância desta região e deste momento decisivo na sua história.

 

Para o bispo prelado emérito do Xingú e presidente da Repam-Brasil, Dom Erwin Krautler, “o Brasil sempre olhou para a Amazónia numa perspectiva de explorar”.

 

“Nunca fomos perguntados; sempre os grandes projetos foram decididos ‘ad iuris’ nos gabinetes de Brasília. O povo que é frontalmente atingido nunca foi consultado. E nem sequer os cientistas. Vi isso em Belo Monte. Tinha gente graduada, gente que entendia, de universidades, que se levantaram contra este monstro que se tornou Belo Monte... e não foram ouvidos”, salientou Dom Erwin.

 

Neste Seminário participam lideranças dos povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas, seringueiros, camponeses, agentes de Pastoral, religiosas/os, padres e bispos de toda a Amazónia Legal.



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