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RD Congo: Cardeal considera barbárie a repressão em Kinshasa
4 de Janeiro de 2018

O arcebispo de Kinshasa, Laurent Monsengwo Pasinya, qualificou como barbárie a repressão pelas forças da ordem, da marcha pacífica dos católicos contra a manutenção do Presidente Joseph Kabila no poder.

 

"Denunciamos, condenamos e estigmatizamos o comportamento dos nossos valorosos homens em uniforme que, infelizmente, significa a barbárie”, declarou à imprensa o cardeal Monsengwo, numa clara alusão as manifestações de domingo em Kinshasa que, segundo os organizadores, causaram 12 mortes.

 

Em sua opinião, a repressão dos manifestantes foi uma “instrumentalização da liberdade religiosa, para mascarar interesses ocultos como, por exemplo, a apropriação dos recursos, das riquezas, a continuação no poder através dos métodos anti-constitucionais.

 

"A marcha pacífica e não violenta" organizada por um colectivo católico tinha por objectivo reclamar a aplicação de um acordo assinado pelo poder e a oposição, a 31 de dezembro de 2016, e violado voluntariamente, acrescentou o prelado.

 

O acordo assinado sob a égide do episcopado congolês previa a organização da eleição presidencial no final de 2017.

 

O calendário eleitoral recentemente publicado pela CENI prevê à realização das eleições presidenciais, legislativas e autárquicas, para 23 de dezembro de 2018. O mesmo foi rejeitado pela oposição e a sociedade civil, que exigem a aplicação do primeiro acordo e uma transição sem Kabila.

 

O cardeal Monsengwo disse que na República Democrática do Congo o clima político é caracterizado por medo, incerteza e pânico.



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