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Vaticano: Refutar o mal não é suficiente, é preciso construir juntos o bem
29 de Janeiro de 2018

Na luta contra o antissemitismo e os crimes ligados ao ódio antissemítico, o Papa Francisco diz que é urgente educar as jovens gerações: “Para preparar um futuro realmente humano não é suficiente refutar o mal, mas é preciso construir juntos o bem”.

 

Ao receber no Vaticano os participantes numa conferência internacional contra o antissemitismo, o Santo Padre recordou o “silêncio ensurdecedor” do campo de concentração nazi de Auschwitz, onde esteve em julho de 2016, considerando o mal como fruto da “indiferença”.

 

“Recordo este silêncio ensurdecedor de que me apercebi na minha visita a Auschwitz-Birkenau: um silêncio inquietante, que apenas deixa espaço para as lágrimas, à oração e ao pedido de perdão”, disse.

 

“Não me canso de repetir que a indiferença é um vírus que contagia perigosamente os nossos tempos – tempos em que estamos mais conectados, mas sempre menos atentos aos outros. A indiferença produz desespero e silêncio”, declarou.

 

A iniciativa sobre a “luta contra o antissemitismo e os crimes ligados ao ódio antissemítico” decorre no ministério italiano dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Internacional, em colaboração com a OSCE e responsáveis da comunidade judaica na Itália.

 

O Papa partiu da palavra “responsabilidade”, que mais do que analisar as causas da violência implica “estar prontos e ativos” na resposta.

 

“O inimigo contra quem lutar não é apenas o ódio, em todas as suas formas, mas, ainda mais na raiz, a indiferença; porque é a indiferença que paralisa e impede de fazer o que é justo”, afirmou o Papa.

 

Neste esforço, mais importante do que a informação, é a formação, disse o Papa. “É urgente educar as jovens gerações. Para preparar um futuro realmente humano não é suficiente refutar o mal, mas é preciso construir juntos o bem.”

 

O Dia da Memória, data de libertação do campo de Auschwitz-Birkenau, foi assinalado no passado 27 de janeiro.



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