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Moçambique: Declaração dos povos «Não ao ProSavana»
9 de Novembro de 2017

Cerca de 200 pessoas de entre as quais camponeses, camponesas, representantes de movimentos sociais, organizações não-governamentais, organizações eclesiais, académicos, estudantes, activistas, pessoas de boa-fé e membros da Campanha Não ao ProSavana de três países (Moçambique, Brasil e Japão) estiveram reunidos nos dias 24 e 25 de Outubro de 2017, na cidade de Maputo, na III Conferência Triangular dos Povos, organizada pela campanha Não ao ProSavana – um megaprojecto de agronegócio, que implica o açambarcamento das terras dos pequenos e médios agricultores –, com o objectivo de reflectir de forma profunda e democrática o modelo de desenvolvimento de Moçambique.

 

A conferência decorre num contexto em que o governo de Moçambique tem priorizado o modelo de desenvolvimento assente no sector privado particularmente “parcerias público-privadas” que, consequentemente, tem suscitado a entrada e implementação de grandes investimentos, nacionais e estrangeiros nos sectores de agricultura com foco para o agronegócio, mineração e hidrocarbonetos nos principais corredores de desenvolvimento.

 

No encerramento do encontro, os apoiadores da campanha Não ao ProSavana divulgaram o documento «Declaração dos Povos – Não ao ProSavana», onde criticam o projecto em vários pontos e fazem exigências de mudanças.



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