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RD Congo: Violência usada para dispersar protestos contra o presidente
26 de Janeiro de 2018

As forças de segurança da República Democrática do Congo usaram de violência para dispersar manifestantes que exigiam a renúncia do presidente Joseph Kabila e novas eleições sem a participação do governante.

 

Pelo menos seis pessoas foram mortas no país, dezenas ficaram feridas, além de terem sido realizadas 240 detenções.

 

“Queremos que reine a força da lei e não a lei da força”, disse o Arcebispo de Kinshasa, Cardeal Laurent Monsengwo Pasinya numa declaração à imprensa, divulgada pelo jornal da Santa Sé «L’Osservatore Romano».

 

O arcebispo também referiu que os militares estavam “mais armados do que se fossem para a guerra”.

 

“Contamos novamente os nossos mortos, os feridos, os sacerdotes e leigos presos, e os furtos, enquanto a Polícia recebeu ordem de respeitar os direitos humanos e evitar derramamento de sangue. Mas não foi assim”, prossegui o purpurado, fazendo as seguintes perguntas: “Tornamo-nos uma prisão a céu aberto? Como é possível matar homens, mulheres, crianças e idosos que recitam cantos religiosos segurando nas mãos a Bíblia, o crucifixo e o rosário?”

 

A Igreja Católica do Congo pressiona Kabila a renunciar desde que seu segundo e último mandato expirou há mais de um ano. Um acordo negociado pela igreja em dezembro de 2016 permitiu que o presidente permanecesse no cargo, ao lado de um chefe de governo da oposição, até as eleições marcadas para o final de 2017.

 

No entanto, em novembro, a Comissão Eleitoral do Congo anunciou um adiamento das eleições para 23 de dezembro de 2018.



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