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Brasil: Conflitos no campo deixam 65 mortos em 2017
18 de Janeiro de 2018

Documento apresentado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) aponta que 65 pessoas foram assassinadas em conflitos no campo no ano de 2017 – maioria dos casos envolve grande violência e crueldade.

 

“O ano de 2017 foi o da volta dos massacres no campo… uma chaga que nos vale o título do país mais violento do mundo para as populações rurais”, afirma a CPT.

 

De acordo com a CPT, “a ânsia do agronegócio pela exploração sem limites de nossas terras, águas e biodiversidade, com respaldo de sua expressão política – a bancada ruralista – está minando as condições mínimas de sobrevivência de pessoas, comunidades e outras espécies”.

 

Nos últimos três anos, houve um aumento significativo no número de assassinatos.

2017 - 65

2016 - 61

2015 - 50

2014 - 36

2013 - 34

 

De acordo com a CPT, as mudanças na política governamental pós-golpe têm grande responsabilidade neste aumento de assassinatos em conflitos no campo.

 

“No segundo ano após o golpe jurídico-parlamentar-midiático (impeachment de Dilma Rousseff), foi escancarada a verdadeira face de um projeto político de entrega e ainda maior concentração das riquezas nacionais, expansão da miséria e do desemprego e retrocessos na garantia dos direitos humanos, numa corrida sem fim para a aprovação de leis que impedem a maioria dos brasileiros e brasileiras de acessar políticas públicas e de ter segurança jurídica e constitucional. Na verdade, tal ação tem gerado uma violência tão grave que revela uma lógica de extermínio e redução da população pobre, do campo e da cidade”, lê-se na nota da CPT.

 

A direção da CPT destaca que “mesmo em um ano de perda de direitos, de aumento da violência no campo, que já vitimou até o momento 65 pessoas e de retrocessos em conquistas históricas dos trabalhadores e trabalhadoras, é nas ações de resistência dos povos que a Pastoral da Terra mantém sua esperança na conquista da terra sem males”.



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