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Sudão do Sul: Quatro anos de conflitos, fome, doenças e morte
25 de Janeiro de 2018

"Acabei de passar dois dias no Sudão do Sul, onde pude constatar como quatro anos de conflito deixaram as crianças doentes, com fome e à beira da morte”, declarou a Diretora executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

 

De acordo com Henrietta H. Fore, “o impacto da violência implacável tem sido devastador: Conheci uma mãe que teve que caminhar durante dias para obter tratamento para seu bebê desnutrido. Falei com um rapazinho que foi forçado a se juntar a um grupo armado aos 10 anos de idade. Também conheci dois irmãos que estavam separados de seus pais quando o combate começou na cidade deles, Bentiu, em 2014”.

 

Fore afirma que "somente o fim das hostilidades pode trazer esperança e segurança às crianças e aos jovens do Sudão do Sul”

 

“À medida que se inicia a estação seca, as necessidades – e ameaças – continuarão a crescer. Já estamos a ver um aumento no número de crianças e famílias que procuram ajuda em campos de deslocados e estamos preocupados”, diz em sua declaração.

 

No entanto, Henrietta Fore destaca também outros sinais: "Em meio ao horror, vi sinais de esperança. A criança desnutrida está a caminho da recuperação. Aquele que foi uma criança soldado volta à escola e aspira ser médico. E hoje os dois irmãos se reuniram com sua mãe pela primeira vez após quatro anos”.

 

“Precisamos que as partes em conflito nos deem acesso (aos meios humanitários) incondicional e sustentável, e necessitamos de mais recursos dos doadores. Sem isso, a vida e o futuro de milhões de crianças no Sudão do Sul continuarão na corda bamba", conclui.



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