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Nicarágua: Núncio apela a retomada do diálogo
18 de Julho de 2018

O núncio apostólico na Nicarágua, Dom Waldemar Stanislaw Sommertag, divulgou um apelo para que seja declarada uma trégua que permita um rápido retorno do diálogo nacional.

 

"A chorar por todos os mortos e a rezar pelas suas famílias com todas as minhas forças humanas e espirituais, faço um apelo às consciências de todos para se chegar a uma trégua que permita um rápido retorno à mesa do diálogo nacional para buscar juntos uma solução adequada e resolver assim a crise. Todos nós humildemente nos colocamos sob a proteção da Santíssima Virgem Maria, a pedir a sua ajuda para que guie sempre a nossa amada Nicarágua", lê-se na mensagem.

 

Há três meses que a violência abala o país e já causou mais de 350 mortes. A oposição pede a restauração da democracia e a renúncia de Ortega, que está no poder desde 2007 pelo terceiro mandato consecutivo e governa junto com sua esposa Rosario Murillo, que é vice-presidente.

 

"Neste momento trágico, desejo expressar também em nome do Santo Padre e da Santa Sé a profunda preocupação pela grave situação que se está a viver no país. Logicamente, não é aceitável pensar que os mortos e as vítimas da violência possam resolver uma crise política e garantir um futuro de paz e prosperidade para a Nicarágua", afirma o representante do Papa.

 

Ao dar refúgio e socorrer os feridos nas manifestações, a Igreja desagradou o governo, diz o cardeal Leopoldo Brenes Solórzano. A repressão do governo sandinista é agora dirigida abertamente contra a Igreja. “Ouvindo o convite do Papa Francisco para ser um hospital de campanha, muitas das nossas paróquias deram refúgio aos que buscavam segurança e socorreu os feridos. Isto certamente não agradou ao governo. Assim como não agradou a nossa solicitude ao tentar desmantelar esta força paramilitar”, referiu o cardeal.



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