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Vaticano: Documento reforça a importância do Sínodo dos Bispos
19 de Setembro de 2018

Documento do Papa reafirma a importância do Sínodo dos Bispos como ferramenta valiosa para a compreensão mútua entre os bispos, para a oração em comum, o aprofundamento da doutrina cristã, para a reforma das estruturas da igreja e a promoção da atividade pastoral em todo o mundo.

 

Na «Constituição Apostólica Episcopalis Communio», publicada na terça-feira, 18 de setembro, Francisco define a instituição do Sínodo como uma das “heranças mais preciosas do Concílio Vaticano II”, e destaca a “eficaz colaboração” do organismo com o Santo Padre nas questões de maior importância, isto é, que “requerem uma especial ciência e prudência pelo bem de toda a Igreja”.

 

Neste momento histórico em que a Igreja é introduzida numa “nova etapa evangelizadora”, através de um estado permanente de missão, o Sínodo dos bispos “é chamado a se tornar sempre mais um canal adequado para a evangelização do mundo de hoje”.

 

“Acima de tudo, a carga de anunciar o Evangelho no mundo recai principalmente sobre o corpo de bispos” que devem estar empenhados em promover, com atenção especial, à atividade missionária, que é o dever superior e mais sagrado da Igreja”, lê-se no documento.

 

O bispo, reitera o Papa, é contemporaneamente “mestre e discípulo”, num compromisso que é ao mesmo tempo missão e escuta da voz de Cristo que fala através do Povo de Deus. Também o Sínodo então “tem que se tornar sempre mais um instrumento privilegiado de escuta do Povo de Deus”, através da consulta dos fiéis nas Igrejas particulares, porque mesmo que seja um organismo essencialmente episcopal, não vive “separado do restante dos fiéis”.

 

Portanto, é “um instrumento apto a dar voz a todo o Povo de Deus justamente por meio dos bispos”, “custódios, intérpretes e testemunhas da fé”, mostrando-se, de Assembleia em Assembleia, uma expressão eloquente da “sinodalidade” da própria Igreja, em que se espelha uma comunhão de culturas diferentes. Também graças ao Sínodo dos bispos, ficará mais evidente que há uma “profunda comunhão”, seja entre os pastores e fiéis, seja entre os bispos e o Pontífice.

 

A esperança do Papa Francisco é que a atividade do Sínodo possa a seu modo contribuir ao restabelecimento da unidade entre todos os cristãos, “segundo a vontade do Senhor”. Deste modo, o organismo ajudará a Igreja Católica, segundo o auspício de São João Paulo II expresso na encíclica Ut unum sint, a “encontrar uma forma de exercício de primado que, não renunciando de modo algum à essência de sua missão, se abra a uma nova situação”.

 

Sob o tema “Os jovens, a Fé e o discernimento vocacional”, o Sínodo dos Bispos se realiza em Roma, entre os dias 3 e 28 de outubro de 2018.



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