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Santa Sé: Acordo provisório com a China sobre nomeação de bispos
24 de Setembro de 2018

Foi assinado em Pequim, no sábado, 22 de setembro, o Acordo Provisório entre a Santa Sé e a China sobre a nomeação de bispos. Uma renovada esperança para a vida da Igreja na China, para o bem dos chineses e para a paz no mundo.

 

O acordo, que é o resultado de uma gradual e recíproca aproximação, é estipulado após um longo processo de ponderadas negociações e prevê avaliações periódicas sobre a sua implementação. Ele trata da nomeação dos bispos, um assunto de grande importância para a vida da Igreja, e cria as condições para uma colaboração mais ampla em nível bilateral.

 

No âmbito deste acordo, o Papa Francisco já criou na China Continental a Diocese de Chengde com o desejo de promover o cuidado do rebanho do Senhor e para atender com maior eficácia o seu bem espiritual.

 

A nova Circunscriação Eclesiástica está localizada na Província de Hebei. O território está inserido nos atuais limites administrativos civis da "Cidade de Chengde" e inclui, por isto, oito Distritos rurais (Chengde, Xinglong, Pingquan, Luanping, Longhua, Fengning, Kuancheng e Weichang) e três Divisões Administrativas (Shuangqiao, Shuangluan e Yingshouyingzikuang).

 

De acordo com dados recentes, existem ali cerca de 25 mil católicos, distribuídos em 12 paróquias, onde prestam serviços pastorais 7 sacerdotes e cerca de doze religiosos e seminaristas.

 

Francisco também readmitiu à plena comunhão eclesial os bispos ordenados sem Mandato Pontifício: S.E. Dom Giuseppe Guo Jincai, S.E. Dom Giuseppe Huang Bingzhang, S.E. Dom Paolo Lei Shiyin, S.E. Dom Giuseppe Liu Xinhong, S.E. Dom Giuseppe Ma Yinglin, S.E. Dom Giuseppe Yue Fusheng, S.E. Dom Vincenzo Zhan Silu e S.E. Dom Antonio Tu Shihua, O.F.M. (falecido em 4 de janeiro de 2017, que antes de morrer havia expressado o desejo de se reconciliar com a Sé Apostólica).

 

O Papa Francisco faz votos de que, com as decisões tomadas, se possa iniciar um novo caminho, que permita superar as feridas do passado, realizando a plena comunhão de todos os católicos chineses.

 

A comunidade católica na China é chamada a viver em colaboração mais fraterna, para levar com renovado compromisso o anúncio do Evangelho. De facto, a Igreja existe para testemunhar Jesus Cristo e o Amor misericordioso e salvífico do Pai.



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