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Vaticano: Promover valores que afastam a xenofobia
20 de Setembro de 2018

O Papa Francisco afirmou na manhã desta quinta-feira, 20 de setembro, que diante dos sentimentos de desconfiança, medo, desprezo e até ódio contra indivíduos ou grupos considerados diferentes por conta da sua etnia, nacionalidade ou religião, é preciso promover os valores de partilha, aceitação, irmandade e solidariedade.

 

O discurso do Papa foi dirigido aos representantes da «Conferência Mundial sobre o tema da Xenofobia, do Racismo e do Nacionalismo Populista» no contexto da migração mundial, recebidos no Vaticano.

 

“Vivemos tempos em que regressam os sentimentos de desconfiança, medo, desprezo e até o ódio contra indivíduos ou grupos considerados diferentes por causa de sua etnia, nacionalidade ou religião, que não são considerados dignos para participarem plenamente na sociedade. Esses sentimentos, muitas vezes, inspiram atos reais de intolerância, discriminação ou exclusão, que prejudicam seriamente a dignidade das pessoas envolvidas e seus direitos fundamentais, incluindo o direito à vida e à integridade física e moral”, lamenta o Papa.

 

Francisco alerta que a “gravidade desses fenômenos” não pode nos deixar indiferentes e que “todos nós somos chamados, “em nossos respectivos papéis”, a cultivar e promover o respeito pela dignidade de cada pessoa humana, “a partir da família - lugar onde aprendemos desde a tenra idade os valores de partilha, aceitação, irmandade e solidariedade - mas também nos vários contextos sociais em que operamos”.

 

Entre estes, o Papa destaca os formadores e educadores, que devem ter um compromisso renovado para ensinar sobre diferenças físicas e culturais para ultrapassar os preconceitos.

 

Também os responsáveis da comunicação social devem se colocar ao serviço da verdade e fomentar a cultura do encontro e abertura ao outro, no respeito mútuo pela diversidade.

 

O Papa apela também aos que se beneficiam financeiramente da exploração ilegal dos imigrantes, muitas vezes à beira da escravatura, para que façam um exame de consciência, “sendo que um dia terão de prestar contas diante de Deus pelas escolhas que fizeram”.

 

“Confrontado com a proliferação de novas formas de xenofobia e racismo, mesmo os líderes de todas as religiões têm uma importante missão: disseminar entre seus fiéis os princípios e valores gravados por Deus no coração humano, conhecido como o lei moral natural… Inspirar ações que ajudam a construir sociedades baseadas no princípio da santidade da vida humana e respeito pela dignidade de cada pessoa, caridade, fraternidade - que vai muito além da tolerância - e solidariedade”, disse o pontífice

 

“Em particular, que as igrejas cristãs sejam testemunhas humildes e diligentes do amor de Cristo. De facto, para os cristãos, as responsabilidades morais mencionadas acima assumem um significado ainda mais profundo à luz da fé”, concluiu.



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