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América Latina: Dia de Oração pela Nicarágua
20 de Julho de 2018

No domingo, 22 de julho, se rezará pela Nicarágua em todas as igrejas da América Latina. A iniciativa é do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), organismo que reúne todos os bispos da América Latina e do Caribe e que em um comunicado expressa "proximidade e solidariedade ao povo da Nicarágua e aos seus pastores, profetas de Justiça, diante da dramática e dolorosa crise social e política lá vivida atualmente".

 

A nota é assinada pelo presidente do CELAM, cardeal arcebispo de Bogotá, Rubén Salazar Gómez, e pelo secretário geral, Dom Juan Espinoza Jiménez, bispo auxiliar de Morelia.

 

"Diante dessa situação - continua a mensagem - somos chamados a ser a voz daqueles que não têm voz, para fazer valer os seus direitos, encontrar caminhos de diálogo e estabelecer a justiça e a paz".

 

Os bispos latino-americanos, portanto, exortam "a continuar a serem defensores dos direitos humanos e mensageiros de esperança".

 

O convite, por fim, é para "não fechar os ouvidos diante do clamor e do sofrimento de nossos povos e a continuar a ser líderes corajosos, por meio dos quais Deus se faz presente e guia a história de seu povo".

 

Nestes últimos dias, numerosos episcopados em todo o mundo expressaram solidariedade e proximidade aos seus confrades na Nicarágua e com a população, vítimas do conflito. Às tantas vozes solidárias, somam-se agora também a dos Frades Menores de Assis que, em nota, escrevem: "São Francisco de Assis nos convida a rezar, para que prevaleça o diálogo e a trabalhar para que se construam estruturas de paz".

 

Recordam, a seguir, a figura do Servo de Deus, padre Odorico d'Andrea, como "mediador de paz para a Nicarágua". "Em anos conflitantes – lê-se na nota - ele trabalhou muito pela paz e pela reconciliação, fazendo-se várias vezes, sob o risco de sua própria vida, um mediador da paz entre os grupos armados".

 

"Em sua intercessão - concluem os Frades - queremos confiar a Nicarágua e todos os seus habitantes, para que cessem as guerras e se promova uma cultura de paz".



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