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Nicarágua: Igreja perseguida pelo regime
24 de Julho de 2018

O Cardeal Leopoldo Brenes Solorzano, presidente da Conferência Episcopal do País e da Comissão para o Diálogo Nacional, disse no domingo, 22 de julho, que a Igreja Católica na Nicarágua é perseguida pelo regime do presidente Daniel Ortega.

 

"A Igreja é perseguida em várias partes do mundo hoje. Faz parte da igreja, que sempre foi perseguida. Não somos estranhos" a esse facto, disse Dom Brenes.

 

São pelo menos sete os episódios de profanação e vários ataques a bispos registrados desde quando o episcopado pediu a Ortega que antecipasse as eleições de 2021 para março de 2019 para acabar com a crise social e política.

 

Dom Brenes também anunciou que nesta segunda-feira o episcopado da Nicarágua analisará se deve continuar o diálogo nacional mesmo após as declarações do presidente que acusaram os bispos de "manobras de golpe".

 

Organismos de direitos humanos denunciam que autoridades da Nicarágua capturaram centenas de pessoas arbitrariamente pela sua participação na onda de protestos que em abril se espalhou pelo país contra o presidente Daniel Ortega. De acordo com o Centro Nicaraguense de Direitos Humanos (Cenidh), os perseguidos, capturados temporariamente ou sequestrados incluem estudantes e famílias inteiras.

 

A quantidade exata de detidos ainda não está clara, já que muitos são liberados um dia após terem sido capturados, e outras pessoas depois passam pela mesma situação. A Comissão Permanente de Direitos Humanos (CPDH), no entanto, recebeu denúncias de familiares de 150 pessoas capturadas e outras 150 sequestradas. Por sua vez. a Associação Nicaraguense Para os Direitos Humanos (ANPDH) recebeu queixas referentes a cerca de 700 detidos.

 

“Imploramos em nome de Deus que parem de caçar jovens. Não é possível criminalizar as pessoas por protestar e tratá-las como terroristas — disse o arcebispo de Manágua, Silvio Báez, enquanto a Igreja Católica tem tentado mediar o diálogo entre a oposição e o governo.

 

No domingo, a América Latina se uniu em oração pela paz na Nicarágua, atingida por uma crise que já causou cerca de 300 mortes.



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