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Sudão do Sul: Médico premiado por servir aos mais necessitados
27 de Setembro de 2018

O cirurgião do Sudão do Sul, Dr. Evan Atar Adaha, é o vencedor do Prémio Nansen para Refugiados 2018.

 

Dr. Atar, como é mais conhecido, tem 52 anos, é o cirurgião sênior e único cirurgião do Hospital Maban Referral, uma instalação de 120 leitos e duas salas de operação em Bunj, no sudeste do Estado do Alto Nilo, no Sudão do Sul.

 

O hospital, a mais de 600 km da capital, Juba, é a única instalação cirúrgica em funcionamento no Alto Nilo e inclui uma seção neonatal e uma ala para tratamento de tuberculose com 20 leitos.

 

Aberto 24 horas por dia, o hospital atende a uma população de mais de 200.000 pessoas.

 

O médico, chega a realizar até 10 cirurgias por dia, fica horas em pé, ajuda as enfermeiras a preparar os pacientes e checa cada um deles, desde pacientes com ferimentos de bala até pacientes com malária e recém-nascidos.

 

“Estamos aqui para salvar vidas, não para sentar”, afirma o Dr. Atar, “não há preguiça na sala de operação”, prossegue. “Somos todos iguais. Somos todos uma equipe”, completa.

 

Dr. Atar trabalha numa região em que a situação é instável e períodos regulares de violência são uma realidade há alguns anos. Complexos de organizações internacionais foram atacados em julho deste ano, mas o Dr. Atar continuou a trabalhar em seu hospital, mesmo quando membros de sua equipe médica foram forçados a sair.

 

O médico se mostra otimista e determinado em prestar assistência médica aos mais necessitados.

 

O Dr. Atar não acredita que esteja a fazer algo extraordinário. Ele mora em uma barraca de lona já deteriorada pelo tempo e possui uma máquina de costura que usa para fazer roupas a serem utilizadas por ele e sai equipa durante os atendimentos.

 

Cristão, Dr. Atar, que é fluente no idioma principal da região, o árabe, ora com os pacientes antes de serem anestesiados e, de acordo com a religião deles, recita a Bíblia ou o Alcorão.

 

Sobre o Prémio Nansen

O Prémio Nansen reconhece o admirável trabalho humanitário em nome das pessoas em situação de refúgio, deslocados internos ou apátridas. O prêmio inclui uma medalha comemorativa e uma compensação de 150 mil dólares doados generosamente pelos governos da Suíça e da Noruega. Em estreita consulta com o ACNUR, o ganhador usa essa quantia para financiar um projeto que complementa seu trabalho existente.

O programa Prémio Nansen é financiado em parceria com o governo suíço, o governo norueguês, o Conselho de Estado da República e o Cantão de Genebra, o Conselho de Administração da Cidade de Genebra e a Fundação IKEA.



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