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Brasil: Violência contra os povos indígenas continua a aumentar
2 de Outubro de 2018

Relatório do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) aponta para um aumento da violência contra os indígenas brasileiros. Apropriação das terras indígenas é uma das principais formas de violência.

 

“Houve um aumento no número de casos em 14 dos 19 tipos de violência sistematizados”, indica o «Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil» – com dados de 2017.

 

São dramáticos os números de suicídios (128 casos), assassinatos (110 casos), mortalidade infantil (702 casos) e das violações relacionadas ao direito à terra tradicional e à proteção delas.

 

“Esta edição do Relatório deixa clara uma realidade de absoluta insegurança jurídica no que tange aos direitos individuais e coletivos dos povos indígenas no país. Para piorar, os Três Poderes do Estado têm sido cúmplices da pressão sobre o território, que pretende permitir a exploração de seus recursos naturais, e resulta em violência nas aldeias”, explica Roberto Liebgott, coordenador do Regional Sul do Cimi e um dos organizadores da publicação.

 

Ele complementa sua avaliação: “além disso, especialmente a bancada ruralista tem atuado no sentido de garantir todas as condições para que um novo processo de esbulho das terras tradicionais seja consolidado no país. Ou seja, através do estrangulamento das terras indígenas por diversos vetores, o que se pretende, de facto, é usurpar as terras dos povos originários deste país”.

 

Esta edição do «Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil» é particularmente dedicada ao­ Irmão Vicente Cañas, missionário Jesuíta, cuja memória do martírio completou 30 anos em 2017. Kiwxi,­como foi chamado pelos Mỹky, dedicou sua vida aos povos indígenas. E, justamente, na defesa dos direitos destes povos foi assassinado em abril de 1987, durante o processo de demarcação da terra do povo Enawenê Nawê.



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