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RD Congo: Um resumo da crise
29 de Junho de 2018

Desde 1996, mais de 6 milhões de pessoas já morreram na República Democrática do Congo para que nós, ocidentais, possamos nos beneficiar dos seus recursos.

 

O Congo é extremamente rico em ouro, diamantes, cobre, cobalto, estanho, urânio, coltan (nióbio), entre outros minerais preciosos.

 

O Congo possui 64% do nióbio da Terra um precioso mineral necessário para os nossos modernos eletrónicos, como telemóveis, computadores, consolas de jogos, motores a jato, impressoras... e a lista só aumenta.

 

Em 1946, foi aprovado o Ato de Armazenagem de Minerais Estratégicos para a obtenção e armazenagem de cobalto. Com as maiores reservas de cobalto do planeta, o Congo virou o alvo. O cobalto é um mineral estratégico e crítico, essencial para a nossa indústria de defesa militar e aeroespacial. E já que os Estados Unidos e o Reino Unido fornecem ajuda financeira e militar para os países como Ruanda e Uganda esses países vizinhos saqueiam as reservas naturais do Congo em meio a escalada de mortes.

 

Em 4 estudos a ONU, as multinacionais que se abastecem do nióbio do Congo são apontadas como sendo as empresas que promovem o conflito na RD Congo.

 

Enquanto o mundo se beneficia das riquezas do Congo, homens, mulheres e crianças congolesas continuam a ser violadas, torturadas, deixadas a passar fome, a ser desabrigadas e mortas.

 

Em 2010, vazou um relatório da ONU apontando que crimes de genocídio podem ter sido cometidos pelas tropas de Ruanda.

 

Os meios de comunicação social falam pouco do que acontece no Congo e quando falam, é sempre sobre "grupos rebeldes" cometendo atrocidades em massa. O que não é dito nas reportagens é sobre o financiamento, treinamento e o armamento fornecidos por governos a esses grupos.

 

Nada se fala sobre o envolvimento ocidental com cruzadas, guerras, assassinatos ou do envolvimento de empresas estrangeiras no saque do Congo.

 

Quarenta e oito mulheres são violadas a cada hora. Milhões são desabrigados. Mais de 6 milhões foram mortos. Metade eram crianças menores de 5 anos.

 

O que está a acontecer no Congo é um holocausto silencioso.

 

Para mais informações, visite Congo Justice.



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