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Sudão do Sul: Anunciado novo acordo de cessar-fogo
29 de Junho de 2018

O presidente do Sudão do Sul e o líder da oposição assinaram um novo acordo de cessar-fogo a ser implementado a partir do início do mês de julho. O anúncio foi feito no dia 27 de junho, após uma rodada de negociações em Cartum, capital do Sudão.

 

Na assinatura do documento por Salva Kiir e Riek Machar, a «Declaração de Cartum», o presidente sudanês, Omar al-Bashir, também esteve presente.

 

As Nações Unidas haviam dado um prazo (que terminava em junho) para que as partes assinassem um “acordo político válido”, antes de serem impostas sanções ao país.

 

"O dia esperado pelo nosso povo do Sudão do Sul é hoje, oferecemos este acordo como um presente para os sul-sudaneses", disse Kiir, enquanto Machar acrescentou que o cessar-fogo é "um prelúdio para o fim do conflito" entre as partes.

 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, também expressou satisfação com o acordo e pelo "empenho de ambas as partes em redobrar os seus esforços no interesse da paz", sublinhando que a ONU continua disponível para apoiar "a liderança e o povo do Sudão do Sul na busca de um acordo justo e global".

 

As negociações em Cartum começaram depois da cúpula em Adis Abeba, na Etiópia, entre os países da África Oriental que terminaram sem novas aberturas. A declaração de ontem prevê o desligamento militar, a retirada de todas as forças aliadas, a abertura de corredores humanitários e a libertação de prisioneiros de guerra e presos políticos.

 

A presença das forças da União Africana e da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento, uma organização econômica dos países da África Oriental para controlar o cessar-fogo, também é aceita. No nível político, um governo de transição terá que ser formado dentro de 120 dias e será chamado para governar por três anos. "Durante o período de transição, o país terá que se preparar para eleições nacionais, livres e abertas a todas as partes", diz o acordo.

 

Dois anos depois de obter a independência do Sudão, o Sudão do Sul se tornou cenário de uma guerra civil, quando o atual presidente Kiir acusou seu rival Machar, então seu vice-presidente, de preparar um golpe. Um conflito que causou milhares de vítimas e forçou a maioria dos habitantes fugir.



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