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Vaticano: Ser cristão é um caminho de libertação
27 de Junho de 2018

Durante a audiência geral desta quarta-feira, 27 de junho, o Papa Francisco defendeu que “ser cristão é um caminho de libertação”, mais do que um elenco de deveres.

 

Ao dar continuidade ao ciclo sobre os Mandamentos, o Santo Padre falou inicialmente do Decálogo.

 

“O texto bíblico que narra a entrega dos Dez Mandamentos à humanidade começa com a seguinte frase: «Eu sou o Senhor teu Deus, que te fiz sair do Egito, da casa da servidão» (Ex, 20,2). Com essas palavras, Deus nos ensina que, antes de transmitir a sua Lei, Ele quer que façamos experiência da sua ação redentora nas nossas vidas. Por isso, Deus se apresenta como o “nosso Deus”, não alguém distante, mas um Pai que nos ama e que enviou Seu Filho Unigênito por amor. Com isso, descobrimos que o segredo do agir do cristão é o agradecimento. Assim, entendemos também o porquê de muitas pessoas terem dificuldade para acolher a fé cristã: às vezes, apresenta-se a Lei, as obrigações, antes da experiência da libertação”.

 

“Colocar a lei antes da relação não ajuda o caminho da fé: como pode um jovem desejar ser cristão, se partirmos das obrigações, compromissos, coerências e não da libertação?”, questionou, na Praça de São Pedro.

 

O Papa sublinhou que a vida cristã “não é simplesmente um obedecer a normas ou cumprir deveres”, nem depende da força de vontade de cada pessoa, mas é uma resposta a Deus que “ama e liberta”.

 

“Por isso, é necessário fazer sempre memória de tudo o que Deus fez por nós. E aqueles que não fizeram experiência dessa libertação de Deus, fazer como fez o povo eleito: devem clamar para que sejam socorridos. Desse modo, faremos que a nossa vida cristã se converta numa verdadeira ação de graças ao “nosso Deus”, que é um Pai generoso”, concluiu.



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