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Vaticano: Papa rejeita a pena de morte em qualquer situação
28 de Fevereiro de 2019

O Papa reafirmou a posição de que a pena de morte não deve ser aplicada mesmo em casos de crimes graves.

 

“A vida humana é um dom que recebemos, o mais importante e primário, a fonte de todos os outros dons e todos os outros direitos. E como tal, precisa de ser protegido. Além disso, para o crente, o ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus. Mas, tanto para os crentes como para os não crentes, cada vida é um bem e a sua dignidade deve ser salvaguardada sem exceções”, declarou Francisco em mensagem de vídeo enviada para os participantes do «VII Congresso Mundial Contra a Pena de Morte», que se realiza em Bruxelas, na Bélgica.

 

De acordo com o Santo Padre, “a pena capital supõe uma violação grave do direito à vida que todas as pessoas têm. Embora seja verdade que as sociedades e comunidades humanas têm de lidar com crimes frequentemente muito graves contra o bem comum e a segurança das pessoas, a verdade é que hoje existem outros meios para expiar os danos causados e os sistemas de detenção são cada vez mais eficazes na proteção da sociedade contra os danos que algumas pessoas podem provocar”.

 

Para Francisco, o facto que cada vez mais países apostam na vida e não na pena de morte, ou até mesmo a eliminaram completamente da sua legislação penal, é um fator positivo.

 

Nesse sentido, o Papa apelou à abolição global da pena de morte, desafiando os responsáveis mundiais a tomar as “medidas necessárias” para eliminar a pena capital.

 

“Está nas nossas mãos reconhecer em cada pessoa a sua dignidade e trabalhar para que não se eliminem mais vidas, mas que sejam ganhas para o bem de toda a sociedade”.

 

Segundo o pontífice, o objetivo da abolição da pena de morte em todo o mundo representa “uma afirmação ousada do princípio da dignidade da pessoa humana”.

 

“A humanidade pode enfrentar o crime, bem como rejeitar o mal, dando ao condenado a possibilidade e tempo para reparar o dano cometido, pensar sobre a sua ação e, assim, ser capaz de mudar a sua vida, pelo menos interiormente”, conclui.



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