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Mundo: Pobres mais expostos à pena de morte
27 de Fevereiro de 2019

O Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos (OHCHR, na sigla em inglês) realizou visitas em todo o mundo e informa que são os mais pobres e economicamente vulneráveis que acabam nos “corredores da morte.”

 

Membros de minorias étnicas, pessoas com deficiências psicossociais ou intelectuais, cidadãos estrangeiros, indígenas e outros membros marginalizados da sociedade são os mais expostos a este tipo de sentença.

 

“Muitas vezes, o analfabetismo ou as barreiras linguísticas significam que o direito a uma representação legal efetiva dos réus não é respeitado”, defende a chefe de Direitos Humanos.

 

Michelle Bachelet apelou à comunidade internacional que defenda a “abolição generalizada da pena de morte”.

 

No seu discurso inaugural do painel sobre a pena de morte no Conselho de Direitos Humanos, a responsável lembrou que as Nações Unidas são contra a pena capital “em todos os lugares e em todas as circunstâncias.”

 

Bachelet destacou que “algumas pessoas foram condenadas à morte apenas por fazerem parte da comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais, por terem expressado uma opinião, por pertencerem a um grupo político ou por terem exercido a sua liberdade de religião”.

 

Atualmente, cerca de 170 Estados aboliram a pena de morte na lei ou não a aplica.



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